Estudo do FMI destaca a falta de profissionais qualificados, cenário que impacta diretamente a adoção de IA no setor industrial
Com a incorporação da inteligência artificial e de tecnologias digitais aos processos produtivos, cresce a demanda por profissionais com habilidades avançadas. Um relatório recente do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado no dia 14, aponta que, em economias avançadas, uma em cada 10 vagas já exige competências que até pouco tempo atrás não eram comuns, como conhecimentos em tecnologia da informação e análise de dados. Em economias de mercados emergentes, como o Brasil, essa proporção também cresce de forma consistente, com uma em cada 20 vagas exigindo pelo menos uma nova habilidade.
De acordo com o FMI, essa dinâmica também afeta a forma como as pessoas conseguem ingressar e evoluir no mercado de trabalho. Por isso, a instituição destaca a importância de políticas públicas e privadas voltadas à capacitação profissional contínua, à requalificação e à educação técnica, como forma de evitar que trabalhadores fiquem à margem das oportunidades geradas pela tecnologia.
No dia a dia das empresas, a IA e outras tecnologias se tornam aliadas ao extrair mais valor dos dados operacionais, automatizar análises e apoiar decisões, gerando ganhos de produtividade e eficiência, mas a falta de profissionais qualificados limita os ganhos. Segundo o Engenheiro da Computação Leonardo Azevedo, cofundador da Futago e especialista em inteligência artificial e tecnologias para a indústria, esse cenário também se aplica ao setor industrial. À medida que fábricas adotam soluções como manutenção preditiva, análise avançada de dados, sensores IoT e sistemas baseados em IA, cresce a necessidade de profissionais capazes de operar, interpretar e aprimorar essas tecnologias, o que nem sempre é simples de encontrar.
Ainda de acordo com o relatório do FMI, países como Brasil, México e Suécia já enfrentam um descompasso entre a alta demanda por novas habilidades e a oferta de mão de obra qualificada. De acordo com Azevedo, “Muitas empresas já incorporaram inteligência artificial e outras tecnologias avançadas aos seus processos, mas esse potencial nem sempre é plenamente aproveitado por falta de profissionais capacitados. Em alguns casos, o aprendizado das ferramentas é visto como oneroso ou complexo; em outros, há a permanência em tecnologias que não evoluem ou não se atualizam, o que acaba limitando os ganhos esperados”.
Nesse contexto, Azevedo destaca também a importância de soluções pensadas para reduzir barreiras de adoção. “Na Futago, construímos soluções com IA mais próximas dos contextos dos usuários. Isso procura reduzir as demandas por novos conhecimentos específicos, ao mesmo tempo em que impulsiona ganhos de produtividade no dia a dia dos nossos clientes”, afirma.
O compromisso da Futago com o desenvolvimento de pessoas
O cofundador da Futago destaca que além de já abrir as vagas com exigências de determinadas habilidades e tentar diminuir as barreiras de adoção das tecnologias, ainda é importante que as empresas se dediquem também a capacitar os profissionais que já estão na empresa.
Especializada em soluções de inteligência artificial para a indústria, com foco em manutenção, a Futago vai além do fornecimento da tecnologia. A empresa também investe no desenvolvimento das pessoas, oferecendo suporte técnico próximo, esclarecimento de dúvidas e treinamentos para que as equipes consigam extrair o máximo valor das soluções implementadas.
A startup também investe ativamente na disseminação de conhecimento. Por meio do Futago Eventos, uma iniciativa que conta com uma área dedicada à realização de webinars educativos sobre inteligência artificial, manutenção industrial, análise de dados e outros temas estratégicos para o setor. Os eventos são pensados para profissionais de engenharia, manutenção, tecnologia da informação e áreas correlatas, com conteúdos práticos, atualizados e aplicados à realidade industrial.
Por meio dessas ações, a Futago contribui para a formação contínua de profissionais, ajudando equipes a compreenderem melhor o uso da IA na indústria e a se adaptarem às novas exigências do mercado de trabalho. Os webinars também promovem a troca de experiências e a aproximação entre teoria e prática, fortalecendo um ecossistema de aprendizado contínuo.
Segundo o CEO e cofundador da Futago, Luiz Bernardes, “iniciativas que unem tecnologia e educação se tornam cada vez mais importantes para preparar pessoas e organizações para os desafios de uma indústria cada vez mais digital, orientada por dados e focada em eficiência operacional”.