Veja quais são os tipos de disponibilidade e o que essa métrica leva em conta para o cálculo
Na indústria, a disponibilidade é uma métrica que vai muito além de medir se a máquina está ligada. Em termos práticos, ela mede a proporção do tempo efetivo de operação em relação ao tempo total programado para produção. Essa relação considera todas as paradas, planejadas ou não, que impedem o equipamento de operar. Paradas para manutenção preventiva, ajustes de setup, troca de ferramentas, falhas inesperadas ou até pequenos travamentos contribuem para reduzir o índice.
Junto com a performance e a qualidade, a disponibilidade faz parte do índice OEE (Overall Equipment Effectiveness ou Eficiência Global dos Equipamentos), que mede a eficiência real de um equipamento ou linha de produção comparado ao seu potencial máximo durante o tempo programado.
Enquanto performance e qualidade estão mais ligadas à eficiência e ao resultado final, a disponibilidade atua como a base sobre a qual todo o processo produtivo se sustenta. Sem disponibilidade adequada, mesmo processos rápidos e com baixa taxa de defeitos podem gerar baixo volume total de produção.
Em termos técnicos, o conceito é definido pela NBR 5462, como a “Capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo de tempo determinado, levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade, mantenabilidade e suporte de manutenção, supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados”.
Quais são os tipos de disponibilidade?
Embora no cotidiano do ambiente industrial seja mais comum calcular a disponibilidade física ou intrínseca, em alguns setores e para alguns estudos, outros tipos de disponibilidade podem se destacar.
Veja agora a diferença entre os tipos de disponibilidade e o que cada uma considera:
Disponibilidade física
Também chamada de potencial teórico, a disponibilidade física refere-se ao tempo em que um ativo poderia operar contínua e perfeitamente, sem falhas mecânicas ou interrupções técnicas inerentes, como se fosse um potencial máximo de operação. Trata-se, essencialmente, de um cenário ideal, onde não se consideram períodos para inspeções, inatividade programada ou trocas de componentes.
Em seu cálculo, considera-se apenas a capacidade de funcionamento do equipamento condicionado à manutenção. Com o registro do seu valor ao longo do tempo, é possível entender se a equipe está conseguindo minimizar o tempo de parada para manutenção e se está acontecendo muitas interrupções no processo produtivo, além de permitir a comparação entre diferentes equipamentos, linhas de produção ou até plantas.
Disponibilidade inerente ou intrínseca
A disponibilidade inerente ou intrínseca mostra o tempo que o equipamento está com problemas emergenciais e o tempo que está disponível para operação. A métrica considera falhas reais e os reparos que se seguem, mas ignora manutenções preventivas, atrasos logísticos ou tempo de espera por peças.
Para o seu cálculo, normalmente são usados dois indicadores de confiabilidade: MTTR (Mean Time to Repair ou Tempo Médio de Reparo) e MTBF (Mean Time Between Failures ou Tempo Médio entre Falhas). Assim, a métrica aparece mais em especificações de fabricante e estudos de engenharia de confiabilidade. Também pode ser usada como base para otimização da manutenção. Por exemplo, se a disponibilidade física é baixa e a disponibilidade inerente é alta, há um problema na estratégia de manutenção.
Disponibilidade operacional
A disponibilidade operacional é a métrica mais realista e completa, mostrando a realidade cotidiana na indústria. Engloba todas as causas de indisponibilidade, incluindo atrasos logísticos, falta de peças, manutenções corretivas e preventivas, falhas externas e questões operacionais. Representa o desempenho real observado no ambiente industrial, mostrando o que realmente acontece no chão de fábrica e refletindo o impacto das políticas, cultura e capacidade de suporte da organização.
A disponibilidade operacional complementa o OEE e pode ser usado por diretores e gestores para que eles saibam quantas horas o ativo esteve realmente pronto para gerar receita.
Como calcular a disponibilidade?
Com diferentes tipos de disponibilidade, o cálculo é feito por mais de uma fórmula. A escolha por uma das fórmulas depende de fatores como o propósito, o setor e o nível de maturidade do negócio.
Fórmula da disponibilidade física
A fórmula mais comum de ser calculada é a da disponibilidade física.
Disponibilidade Física = [(H1−H2) ÷ H1] × 100%
Em que:
- H1: total de horas do calendário (por exemplo, 24 horas x 30 dias). A métrica usa o tempo total de referência para o cálculo, o que significa que mesmo fábricas que não operam 24 horas por dia podem usar 24 horas x o número de dias do mês.
- H2: total de horas em que o ativo ficou parado para manutenção de qualquer tipo, como corretiva ou preventiva.
Fórmula da disponibilidade inerente
Para o cálculo da disponibilidade inerente, é necessário antes calcular o MTTR e o MTBF.
Disponibilidade Inerente (Ai) = [MTBF ÷ (MTTR + MTBF)] × 100%
Em que:
- MTBF: tempo médio entre falhas.
- MTTR: tempo médio para reparo após uma falha.
A disponibilidade inerente ajuda a compreender a performance do equipamento em condições normais de operação e identificar oportunidades de melhoria na confiabilidade e manutenção.
Fórmula da disponibilidade operacional
O cálculo da métrica que mais reflete a realidade cotidiana da indústria normalmente é feito por:
Disponibilidade Operacional (Ao)= (Tempo de Operação Efetiva ÷ Tempo Total Planejado) × 100%
Em que:
- Tempo de operação efetivo = horas em que o equipamento realmente pôde operar
- Tempo total de calendário = total de horas previstas no período (ex.: dias × horas/dia)
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